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Periodização e suas limitações

Vamos conversar mais um pouco sobre os modelos de periodização. Mas focaremos nas suas limitações.

A limitação principal do Modelo de Periodização Tradicional, em tese, é que você não consegue competir em elevada condição com muita frequência no ano.

Isso pode ser uma limitação para o atleta de elevado desempenho. Mas depende de quais são os seus planos e em que momento dele ele se encontra.

Em tese, toda as vezes que você vai competir, se você quer um ótimo desempenho, você tem que descansar. Se você está descansando, não está treinando. Assim, o foco é na competição.

Entretanto, com se sabe, o processo de treinamento é determinante para a melhora do desempenho esportivo.

Por outro lado, é importante entender que o modelo Tradicional tem justamente essa característica – treinar para que no longo prazo você venha a ter um melhor desempenho.

Outra questão é que o modelo de periodização Tradicional está muito preocupado com os Jogos Olímpicos, competições onde é necessária a manifestação máxima do desempenho.

Esse é o foco! Não nas competições intermediárias ou de preparação, que ele “passa por cima”.

Se isso é uma limitação, ou não, o treinador terá que julgar.

No modelo em Blocos a preocupação é maior em competir “do que treinar”. Os momentos de preparação mais curtos, podendo chegar a cerca de quatro semanas.

A condição esportiva do atleta já é muito elevada. Mas por outro lado ela será mantida, porque o atleta estará descansando com muita frequência para competir.

De qualquer maneira, você pode fazer um programa em Blocos de maior duração. Isso é possível.

No final, deve-se sempre considerar quem é o seu atleta é aonde você quer chegar.

imagem que representa a comunidade Legado Azul do prof. Guilherme Tucher

É docente no curso de graduação e no programa e pós-graduação em educação física da Escola de Educação Física e Desportos (EEFD) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na EEFD ainda é coordenador do Grupo de Pesquisa em Ciências dos Esportes Aquáticos (GPCEA).
Doutor em Ciências do Desporto (2015), Mestre em Ciência da Motricidade Humana (2008), Especialista em Esporte de Alto Rendimento (2014), em Natação e Atividades Aquáticas (2004) e em Treinamento Desportivo (2005), e Graduado em Educação Física (2003).
Docente no ensino superior desde 2005, atuou ainda como professor de natação trabalhando com diferentes níveis de aprendizagem e aperfeiçoamento, bem como treinador de natação competitiva participando de campeonatos estaduais (RJ) e nacionais.

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